Sobre o Sindicato

Um caso. Muitas vozes.

Como Começou

Um trabalhador foi explorado. Um caso virou uma plataforma. Muitas vozes estão prestes a se tornar impossíveis de ignorar.

Esta plataforma existe porque uma empresa roubou meus salários e, quando provei, retaliaram. Depois descobri que tinham feito a mesma coisa com centenas de outros, da mesma forma, nos mesmos projetos, no mesmo período. Cada um de nós foi informado de que estava sozinho. Cada um de nós acreditou. Nenhum de nós estava.

O Sindicato é a infraestrutura que garante que isso nunca mais aconteça.

Caso #001

I am a senior machine learning engineer. In 2024 and 2025, I contracted with Alignerr, a platform operated by Labelbox Inc, to perform quality review and AI model evaluation work across three projects: CC Review, CHP Claude Code, and NEXT. I did the work. I logged my hours through Hubstaff time tracking. I passed the AutoQA quality checks. I followed the pinned Discord policies to the letter.

Then payment was withheld. No valid reason given.

I did what you are supposed to do. I assembled the evidence: Hubstaff logs, AutoQA scores, Discord policy screenshots. I documented the retaliation sequence that followed my escalation — the account deactivation, the project removals, the platform lockout. I packaged everything methodically and escalated formally, all the way to Labelbox's C-suite and Chief Legal Officer. I gave them five business days to resolve it.

The deadline passed. The silence continued.

This is Case #001. It is documented, timestamped, and active. It is the case that built this platform.

O Padrão

What I discovered after my own case shocked me, though it should not have. I was not the first. I was not the tenth. I was not even the fiftieth.

Over sixty unique workers have filed complaints across more than fifteen platforms — Reddit, Glassdoor, Trustpilot, the Better Business Bureau, Twitter, independent Discord servers, investigative journalism outlets. The complaints span two years and multiple continents. They describe the same sequence, every time: consistent payment for two to four months, then abrupt termination upon inquiring about back pay, reaching a cumulative balance of $800 to $2,100, or completing a project milestone. The amounts cluster too tightly to be random. The timeline repeats too precisely to be accidental. This is not a series of billing errors. It is a business model.

The Better Business Bureau gave Alignerr an F rating — its lowest possible score — for failing to respond to seven consecutive payment complaints. The BBB's own summary describes the company as operating "illegally." Glassdoor carries a 2.2 out of 5 rating, with algorithmically generated tags that read like an indictment: "Missing payments," "No transparency," "Stolen hours," "Random termination." On Reddit, workers who post about unpaid wages are banned within hours. The official r/alignerr subreddit operates as a reputation management tool: moderators publicly promise help, redirect complainants to a support black hole, then delete the posts. Workers created r/alignerrunofficial as an uncensored refuge — it exists precisely because the official channel cannot be trusted.

The CHP Claude Code project alone affected over five hundred workers simultaneously. Completed tasks were retroactively flipped from "passed" to "failed" — eliminating pay for work already done, en masse. An open letter posted to Reddit named the exact same three projects I worked on: CHP Claude Code, CC Review, and NEXT. Weeks of completed work, still unpaid. Forty-seven upvotes. Thirty-four comments. Then silence.

Scale AI, a $13.8 billion competitor in the same market, settled four separate worker lawsuits and exited the California independent contractor market entirely. Surge AI faces an identical class action. Three major annotation companies facing simultaneous litigation over the same practices is not coincidence. It is the industry's business model exposed.

A senior Labelbox engineer posted anonymously that the company had "burned the rest of their runway on this shitty Alignerr platform" and expected bankruptcy. Whether that prediction proves accurate is beside the point. What matters is that wage theft appears to be not a bug in the system but a feature of survival — contractors' pay treated as a discretionary expense rather than a contractual obligation.

O Modelo

O modelo de uberização — pioneiro com a Uber e replicado em entregas de comida, treinamento de IA, marketplaces de freelancers, plataformas de terapia, aplicativos de limpeza, serviços de anotação de dados — compartilha uma estrutura idêntica em todos os lugares onde aparece:

Os trabalhadores são classificados como contratados independentes, não empregados. São recrutados deliberadamente de países onde as moedas são mais fracas e as opções legais são menores. O pagamento flui por plataformas que a empresa controla unilateralmente. A resolução de disputas é uma caixa-preta operada pela mesma parte que te deve dinheiro. Os termos de serviço são escritos para proteger a plataforma, não o trabalhador. Não há negociação coletiva. Não há sindicato. Não há para quem ligar.

Essa arquitetura não é acidental. É um projeto deliberado para extrair trabalho evitando as obrigações legais do emprego. Trabalhadores em países com moedas mais fracas são especificamente visados porque têm menos probabilidade de conhecer suas opções legais, menos probabilidade de bancar uma ação judicial individual e são mais economicamente desesperados — tornando a resistência cara e o silêncio racional.

Reclamações individuais são ignoradas. Trabalhadores isolados não têm poder de barganha. Advogados não aceitam causas individuais de pequeno valor. A pressão nas redes sociais é passageira. Uma pessoa gritando no vazio não muda nada.

Juntos, nossas vozes se tornam impossíveis de silenciar. Este é o problema de ação coletiva que o Sindicato foi construído para resolver.

Como Funciona

Sindicato is a digital labor rights platform. Workers self-publish their cases — their own words, their own evidence, their own attestation. The platform aggregates individual reports into collective dashboards per company, quantifying the total number of affected workers, unpaid hours, and monetary debt owed.

It operates as a modern worker syndicate:

Workers submit their case. It appears publicly on the Cases Wall — name partially redacted, story fully visible. Numbers aggregate on the company dashboard. Automated notifications inform the company each time a new case is filed. The totals grow. The pressure compounds.

Companies that want to reach workers and resolve cases pay an access fee before receiving any contact information. Workers are notified immediately each time their case is viewed. Contact details are never shared without worker consent. Labor law firms can access opted-in worker clusters for class action intake. No intermediation. Firms contact workers directly. Workers own their claims. Sindicato provides the platform, not the verdict.

Sindicato takes no money from investors, advertisers, companies listed on the platform, or attorneys. It runs on the voluntary support of workers, attorneys, journalists, and anyone who believes wage theft should have consequences. All surplus beyond operational costs goes to the Worker Support Fund: small claims filing fees covered, legal consultations provided, psychological support sessions funded. Workers pay nothing. Ever.

Sindicato never verifies, endorses, or asserts individual claims. Workers attest to their own words under their own legal responsibility. The platform is the bulletin board. Workers publish. Sindicato displays.

O Que Nunca Faremos

Estes são inegociáveis:

O Sindicato nunca lucrára com casos de trabalhadores.

O Sindicato nunca cobrará nada dos trabalhadores.

O Sindicato nunca reterá documentos de prova.

O Sindicato nunca verificará nem afirmará reivindicações individuais.

O Sindicato nunca removerá casos em troca de pagamento.

O Sindicato nunca alterará números ou depoimentos por qualquer motivo comercial.

O Sindicato nunca aceitará publicidade.

O Sindicato nunca aceitará financiamento de capital de risco.

O Sindicato nunca receberá uma porcentagem de acordos de trabalhadores.

O Sindicato nunca aceitará dinheiro de qualquer empresa listada nesta plataforma.

O Sindicato nunca aceitará dinheiro de escritórios de advocacia ou advogados.

Estes não são valores aspiracionais. São a integridade da plataforma e sua proteção legal, simultaneamente. Não podem ser negociados, trocados ou comprometidos — porque no momento em que forem, o Sindicato se torna parte do sistema que foi construído para combater.

Registre Seu Caso

O sistema funciona com uma lógica ética simples: tornar a exploração cara, tornar os trabalhadores imparáveis. As empresas financiam a infraestrutura que as responsabiliza. Os trabalhadores não financiam nada. O silêncio é a arma dos poderosos. A visibilidade é a defesa de todos os outros.

Se te negaram pagamento por um trabalho que você concluiu, se sua conta foi desativada depois que você perguntou sobre salários não pagos, se suas tarefas concluídas foram retroativamente reprovadas para eliminar seu pagamento, se te disseram para esperar enquanto semanas viraram meses e meses viraram silêncio — você não está sozinho. Te disseram que estava. Isso era mentira.

Registre seu caso. Conte sua história com suas próprias palavras. Deixe os números se acumularem. Deixe a pressão se multiplicar.

A porta está aberta.

Sindicato — sindicato.report

Construído a partir do Caso #001. Construído para todos que vieram depois.